terça-feira, 31 de julho de 2012

Entrevista Luís Daniel Oliveira


O Luís começou a dar aulas de Yoga em 2002, enquanto estudava com o seu primeiro professor, José Lima, em Aveiro.
Em 2004 estudou Yoga Integral com Swami Maitreyananda, na Argentina.
Representou Portugal em diversas competições de Yoga Artístico, nomeadamente, no Brasil, Argentina, Itália e Espanha.
Em 2003 fez parte da organização de uma Convenção Internacional de Yoga que trouxe a Santa Maria da Feira diversos mestres, professores e praticantes de todo o mundo.
Esta é uma pequena entrevista em que se dá a conhecer.

Quem é o Luís Daniel Oliveira?
É diferentes coisas para diferentes pessoas. Para este efeito é o Professor Ganesha Dharmachari.

Como chegaste ao Yoga?
Em 2001 fui ver o Dalai Lama ao Europarque. Lá conheci um grupo que me falou de yoga e que me levou a ir experimentar na semana seguinte. Na primeira aula soube que era aquilo que queria ter na minha vida para sempre e que o queria ensinar e partilhar.

O que significa o Yoga para ti?
Vida.

Quais foram as lições mais importantes que o Yoga te ensinou?
Que todas vezes que pratico, aprendo algo. Que o equilíbrio é uma busca momento a momento e em direcção ao meu centro.

Como foi a transição de aluno a professor?
Na minha história aluno e professor estão muito interligadas. Fiz 1 ou 2 meses de aulas apenas como aluno até começar já a prestar assistência nas aulas de meu primeiro professor.

De todas as pessoas que conheceste na vida de Yoga, qual foi a mais influente e porquê?
Meu mestre Swami Maitreyananda é a resposta clara. Quanto ao porquê remeto apenas para o facto de encontrar um Mestre é algo que se sente, o "porquê" é do campo dos pensamentos, e esses é a natureza deles oscilar.

Quem são as tuas actuais referências no estudo do Yoga?
Diferentes áreas têm diferentes referências. Meu Mestre continua sem dúvida a ser uma. Nossa Mestre de Yoga Integral em Portugal é outra. Depois há alguns professores que admiro que vou seguindo o que fazem. Refiro o Antonio Saussys que em São Francisco se está a lançar com aulas específicas para homens e que me parece um serviço importante à comunidade.

De que forma o Yoga pode tornar o nosso mundo um lugar melhor?
A resposta está na prática. A forma como nos sentimos depois de praticar é a melhor resposta. Desse sentimento vem uma nova forma de se relacionar com os outros e o mundo.

E o futuro para o Daniel?
Seguir o caminho, esperando partilhar o que recebi do Yoga com todos que for encontrando.

Houve alguma coisa que faltou dizer?
Sim. A minha Noiva veio trazer um fôlego novo à minha vida e à forma como cresço no Yoga. Obrigado a ti por tudo isto Ana.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Introdução à Meditação



Abaixo estão alguns pontos simples e directos sobre como se iniciar na meditação. Com prática e tempo, o resto do processo constrói-se sobre esta prática básica.

É um desafio descrever a iniciação à meditação (ou meditação principiante). Num extremo é possível que nada seja referido sobre a sua verdadeira profundidade e ficar-se retido nos níveis mais superficiais durante anos ou mesmo décadas e no outro extremo pode a explicação soar tão complicada que a meditação parece algo impossível.


Processo:

Alonga o corpo: É muito útil fazer alguns alongamentos antes de te sentares para meditar. Não é necessário ser um processo demorado, no entanto pode sê-lo se desejares. Mesmo apenas uns minutos ou literalmente alguns segundos podem ajudar. A maior ênfase deverá ser na coluna e no pescoço, dobrando para os lados, para a frente, para trás e torcendo também para ambos os lados. Mesmo que não faças uma série de alongamentos, fazer apenas alguns no teu assento para a meditação ajuda bastante.

Sente-se direito: Ao sentar direito o peso do corpo está equilibradamente distribuído. A gravidade mantém o corpo no lugar sem pender ou cair para a frente, para trás ou para os lados. Este princípio incrivelmente simples é uma grande ajuda à meditação. Sentar-se “direito” significa manter uma curva natural na coluna e como pode levar algum tempo para desenvolver uma boa postura sentada, usa a postura que for confortável para ti, se sentar no chão te for desconfortável podes sentar-te numa cadeira.

Reflecte no teu dia ou vida: Durante os primeiros minutos dá intencionalmente à tua mente tempo para pensar sobre as actividades do teu dia-a-dia. Não se pede para te deixares levar por preocupações, mas sim apenas para dares algum tempo à mente. Ao fazê-lo irás permitir que naturalmente ela se acalme. Também é proveitoso dedicar um tempo para reflectires calmamente no propósito espiritual que tens para a tua vida, ou o que quer que sintas pessoalmente acerca do seu rumo.

Está consciente do teu corpo: Traz a tua atenção para o teu corpo. Explora o corpo como se estivesses realmente curioso. Fá-lo com os teus olhos fechados, usando a tua atenção interior. Maioritariamente este processo envolve a sensação do tacto, uma vez que estarás a “sentir” o teu corpo. Percorre todas as partes: cabeça, braços, tronco e pernas. Existem muitos métodos sistemáticos que podes aprender, mas o mais importante é realmente explorar, sentindo-te como um investigador do teu interior. Não há necessidade de dizeres palavras como “relaxe”, uma vez que a própria exploração irá relaxar o corpo. Se isto te fizer sentir realmente bem, todo o teu tempo de meditação pode ser focado nesta consciência corporal. Algumas pessoas adoptam esta prática durante meses ou mesmo anos apesar de ser uma meditação básica. Embora lhe falte a verdadeira profundidade da meditação, pode ser realmente útil na redução do stress uma vez que estamos repetidamente a trazer a atenção ao nosso corpo quando a mente divaga. Se te parecer agradável e o desejares podes passar para a meditação na respiração após alguns minutos com o corpo.

Está consciente da respiração: A respiração consciente é um dos melhores pontos de focagem para a meditação básica. Interessantemente, a respiração consciente pode também ser uma extremamente subtil meditação avançada se é permitido o direccionamento da atenção para dentro e através das energias subtis na base da respiração. Na meditação principiante o mais fácil é sentir o fluxo do ar nas narinas, é através da sensação do tacto que acompanhamos o ar a entrar e sair. É útil abandonar irregularidades na respiração permitindo que se torne suave, assim como também o é permitir que a respiração se torne confortavelmente lenta, tudo isto, procurando que não se torne num esforço. Acima de tudo, gentilmente elimina qualquer pausa nas transições entre respirações, permitindo que cada uma flua gentilmente para a seguinte. É como um pequeno jogo onde vemos quão suave e contínuo podemos manter o nosso fluxo respiratório.  Na meditação principiante podemos dizer que possuir diferentes técnicas de respiração é muito importante, mas todas as técnicas se baseiam numa sólida fundação de auto-consciência. Portanto é a própria consciência da respiração que é a parte mais importante, tudo o resto virá com o tempo.

Concentra a mente: A consciência da respiração por si só pode ser suficiente como ponto de focagem para a mente. Existe uma espécie de debate a decorrer entre abordagens à meditação: alguns dizem que nos devemos concentrar na mente, outros dizem que não o devemos fazer, permitindo que a mente simplesmente divague para onde quer. Para a maior parte das pessoas, uma mistura destas duas abordagens é mais útil. No início focamo-nos no corpo, como descrito acima, depois vem a concentração na respiração, como na consciência da respiração nas narinas. Se nos sentirmos confortáveis com isso poderemos colocar a atenção no espaço entre as respirações, no chakra do coração ou no espaço entre as sobrancelhas (ajna chakra). Existem muitas escolhas possíveis para ter como objecto de concentração mas o princípio é o mesmo. Mais uma vez, um dos mais directos e simples “objectos” para a meditação é a respiração. Se te for confortável, o mantra Soham é muito útil na prática da consciência da respiração.

Testemunha o fluxo dos pensamentos: Enquanto a mente está focada, podemos também permitir aos pensamentos no campo mental fluírem sem interrupção. É um pouco como guiar um carro, onde os teus olhos se encontram na estrada mas a tua consciência está a assimilar todas as outras actividades dentro da tua visão periférica. Todos fazemos isto regularmente nas nossas vidas, neste e em muitos outros casos. Mesmo na meditação principiante podemos cultivar esta postura de gentilmente focar a mente enquanto testemunhamos os outros pensamentos no fluxo mental. Eles fluem, mas não são fonte de distracção ou perturbação. Isto pode parecer bastante difícil, mas na realidade não o é, desde que nos lembremos da simplicidade (como o caso referido de guiar um carro e observar a periferia) poderemos manter-nos focados e mesmo assim observar os processos interiores da mente. Iniciar esta prática mesmo na meditação principiante leva-nos bem longe na preparação para a meditação avançada. Lembra-te de manter a mente focada nesse lugar ou espaço, nesse objecto, (como por exemplo a respiração) permitindo esses outros pensamentos fazerem o que quiserem enquanto nós permanecemos como testemunha imparcial.

Reverte o processo para terminar: Quando termina a meditação, é extremamente útil finalizar por retroceder nas etapas deste processo, “saindo” da mesma forma que “entraste”. Isto poderá ser feito num minuto ou menos, por exemplo: se estiveste a meditar no centro do coração, por momentos regressa com a atenção à respiração nas narinas, depois para todo o corpo e então abre gentilmente os olhos. Depois, lentamente move o teu corpo, mantendo-se consciente para que possas trazer a experiência da meditação contigo para o exterior.


Alguns outros pontos úteis para te iniciares na meditação:

Mesma hora, mesmo lugar: Consistência é muito útil para formar um bom hábito de meditar. As pessoas muitas vezes queixam-se de não ter “disciplina”, mas se a meditação é um hábito, então não é necessária qualquer disciplina. Nós vamos para o trabalho, fazemos as refeições e fazemos muitas outras tarefas regularmente pela simples razão de termos formado esse hábito. Perceber este princípio é extremamente útil para te iniciares na meditação. Não é realmente assim tão difícil de fazer.

Um minuto ajuda: Não se está aqui a tentar criar uma espécie de método de “meditação-num-minuto”, mas muito mais importante que a duração da meditação é o facto de dares a ti próprio um momento que é só para ti, para a tranquilidade e para a calma. Haverá certamente alturas em que irá sentires que “não tenho tempo”, mas há sempre tempo para sentar por um minuto, fechar os olhos e lembrar. Não é a duração que transforma a meditação num hábito mas sim a frequência, e a frequência ideal é a diária, mesmo desde a introdução a esta prática.

Espaço confortável: Cria um espaço confortável na tua casa para a meditação. Poderá ser um quarto separado usado apenas para a meditação ou um espaço tranquilo numa área mais sossegada da tua casa. Torna-o um sítio simples, mas permite-te personalizá-lo, para que seja o teu santuário privado. Embora a meditação seja um processo interior, poderás gostar de ter por perto certos objectos que te ajudem a sentires-te confortável. Toda a vida virá a girar em torno desse teu sítio especial.

Assento: Usa apenas uma almofada, manta ou cadeira, usando sempre a mesma. Permite que este assento se torne uma espécie de “casa-mãe”. A tua mente virá a reconhecê-lo como um sítio especial a visitar enquanto trazes consigo a sua recordação ao longo do dia. Ele irá dar um ponto focal às 24h do teu dia. Usa esse assento apenas para o propósito da meditação, se possível. Por exemplo, se é uma cadeira dum quarto não a uses para armazenar roupa, isto forma uma relação especial na mente que é útil para desenvolver um bom hábito de meditação. Algumas pessoas gostam de ter um tecido fino sobre o assento para que este tecido possa ser levado consigo quando se desloca para outro local, como em viagens.

Higiene: É óptimo tomar um duche antes da meditação e esvaziar a bexiga e intestinos. Mesmo apenas um pouco de água na cara ou lavar a cara com uma toalha pode saber optimamente.

Tempo depois de comer: Permite que algum tempo passe após comer antes de iniciares a meditação. Idealmente isto seria algumas horas, no entanto, ao iniciar-se na meditação as pessoas descobrem por vezes que a sua vida ainda não está organizada de forma a permiti-lo. No entanto temos que ser realistas com a meditação. Se te apetece sentar em sossego após uma refeição, não faz qualquer sentido andares a passear à espera que o tempo passe, vai em frente e senta-te calmamente por uns minutos.

Mantém as coisas simples: Ao iniciar a meditação, um dos pontos mais importantes é manter as coisas simples. Até mesmo ler as sugestões neste artigo pode começar a fazer parecer tudo mais complicado, coisa que não o é. Se nós criamos um hábito simples de aparecer à mesma hora no mesmo sítio diariamente esse hábito vai permitir que a prática se expanda com o tempo.


Que possam as tuas meditações trazer-te paz e felicidade.

Tradução: Espaço Sattva

Bem-Vindos ao Yoga




Bem-vindo ao Yoga, quer queiras sentir-te mais em forma e flexível, quer pretendas apenas relaxar e energizar a tua mente e o teu corpo. Irás encontrar no Yoga uma forma de vida e começar a abordar todos os aspectos do teu dia com uma postura mental equilibrada e desperta.

Ao introduzires o Yoga na tua vida, verás que é muito mais do que o que se passa no tapete – ele manifestar-se-á também na tua forma de pensar e de te relacionares com os outros.

 As posturas e os exercícios respiratórios dão-te não apenas uma sensação de vigor e vitalidade, mas também de ter mais autoconfiança e energia. À medida que fores tomando consciência dos pontos do teu corpo onde a tensão se acumula e fores aprendendo a libertá-la com alongamentos e uma respiração mais eficaz, também a tua mente começará a libertar-se do stress e será capaz de encarar a vida nas mais variadas perspectivas - como nas posturas de Yoga em que vês o mundo de pernas para o ar, de trás ou de lado.

O teu equilíbrio físico aumenta. O mesmo acontece com a tua capacidade de tomar decisões e resolver os problemas de uma forma mais ponderada, para benefício de todos os aspectos da tua vida – desde as relações familiares e profissionais, até à forma como desempenhas as tuas funções.

Acima de tudo, ao integrares corpo e mente no objectivo único que é uma postura de yoga, todo o teu ser se sentirá mais harmonioso.



segunda-feira, 23 de julho de 2012

Bem-Vindo ao Teu Espaço…



No mundo actual, que tanto exige de nós, muitos perdem o seu equilíbrio interior. O nosso objectivo no Espaço Sattva é ajudar-te a reencontrar esse equilíbrio.

Este é um espaço onde te damos a oportunidade de mergulhar no profundo do teu ser. É também um espaço de estudo, reflexão, autoconhecimento e autodescoberta porque acreditamos que é dentro de ti que estão as tuas melhores respostas para uma vida mais feliz.

Oferecemos aulas de Yoga para todas as pessoas, de todas as idades, aulas de meditação, cursos e encontros de desenvolvimento pessoal, alternativas de vida saudável, sugestões de lazer e mensagens inspiradoras para o teu dia-a-dia.

As nossas aulas funcionam em pequenos grupos tornando possível uma prática personalizada (não substituindo, no entanto, o valor da prática pessoal).

Este não é um espaço comercial. Antes procura ser um espaço que remonta às origens do Yoga, quando os alunos iam aprender em casa dos professores.

Queremos abrir portas a todas as pessoas que procuram uma melhor forma de viver e ver o mundo: menos agressiva e invasiva, mais integrada e eficaz, mais natural e plena.

És sempre bem-vindo e, lembra-te, “não há caminho para a felicidade, a felicidade é o caminho…”